sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Escolhas

Era uma manhã ensolarada. Mas isso não fez muita diferença pra ele, já que acordou as 2 da tarde, quando o dia já estava parcialmente nublado. Passou a madrugada lutando contra seus pensamentos, pensando em como o passado e o futuro se fundem numa coisa louca chamada presente. O presente é um presente. Pelo menos é o que a frase em ingles diz, Present is a gift. Pena que essa frase é um lixo em português, mas não dá pra ter tudo na mesma língua. Quando o capitão do time de português tirou timinho com o capitão do time inglês, escolheu a saudade primeiro. Também tomou algumas decisões ruins, como definir inadimplente como devedor e não como filho da puta ou algo pior. Tinha potencial, hoje é desperdiçada em reuniões de banco pra se referir a uma parcela de clientes. Mas quem realmente levou a melhor foi o time alemão, que ficou com a habilidade de juntar palavras pra criar uma nova com significado único. Isso veio ao custo de uma fonética agressiva, mas acho que valeu a pena. Se eu falasse alemão só ia inventar minhas próprias palavras. Não sei se é particularmente assim que funciona, se só funciona para adjetivos ou se eu ia parecer um imbecil falando desse jeito. Talvez antros. Antros é uma das palavras que o capitão do time de português perdeu a chance de escolher. Pra quem desconhece o significado, antros é o equivalente a ambos, mas para 3 termos. Falando em antros, quase me esqueci de voltar ao protagonista (a profissão dele é antropólogo). Na verdade, eu nem pretendia faze-lo. Os protagonistas e as histórias são só álibis (temos essa palavra e não antros) para que nós narradores possamos expor nossas próprias ideias. E nós, por nossa vez, somos só álibis dos autores, que exploram nossas vozes aveludadas para darem um tom grandioso e eloquente à sua imaginação acriativa (essa a capitão acertou em não escolher).

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Blog

Post pro Google reconhecer nas buscas.

Como xingar

Os únicos aspectos criticáveis de uma pessoa são os que decorrem de suas próprias decisões.


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Mínima

"Penso, logo penso."

domingo, 20 de outubro de 2013

Descoberta

Há mais de 45 anos vive um homem numa ilha tropical no meio de um Oceano. Não se sabe exatamente como ele surgiu na ilha, a lenda reza que ele apareceu um dia a beira da praia enrolado numa alface. Alguns dizem que era uma alface roxa, outros que era americana. O fato é que ele cresceu sozinho, sem qualquer contato com outros seres humanos ou indícios de civilização (o mais perto que ele chegou dela foi quando o narrador (eu) viu um documentário na televisão sobre a ilha).

Também sozinho ele aprendeu a sobreviver. O que não foi exatamente difícil, visto que o solo local era especialmente fértil, permitindo que ele obtivesse boa parte de sua alimentação da flora. A outra parte era suprida pela caça de coelhos, tão férteis quanto a ilha. Essa combinação, de proteína e subir em árvore,
vitamina e correr atrás de roedores (o correto seria lagomorfos, mas o homem não sabia disso pois não assistia canais televisivos sobre o mundo animal) fez com que seu corpo se desenvolvesse e, contrariando o estigma de franzino que os habitantes de lugares desertos comumente recebem, ele se tornou bastante forte. Estima-se que, na época,  ele conseguiria pegar cerca de 40kg de cada lado no supino.

Essa longa jornada, que se estende até os dias de hoje, foi marcada por diversos acontecimentos, alguns memoráveis, outros nem tanto. Como da vez que encontrou um coelho marrom, algo raro na história do homem visto que quase todos os coelhos do local eram brancos. Outra vez ele jogou uma pedra na água e ela fez um barulho diferente do habitual "BLUP", algo como "PLUM". Mas esse não foi um momento marcante e ele esqueceu-se do barulho da pedra poucas horas depois.

Certo dia, e esse sim foi um dia memorável, o homem estava sentado batucando com gravetos e pedras, como gostava de fazer nos fins de tarde. De repente, uma faísca surgiu e começou a queimar lentamente um dos palitos de madeira. O homem permaneceu atônito enquanto observava o fogo se espalhar por algumas folhas velhas que estavam perto e formar uma pequena fogueira. Estava maravilhado, nunca havia visto algo semelhante àquilo. Pensou em como poderia se aproveitar do calor no dias frios, ou da luz nas noites escuras. Aquela era realmente sua maior descoberta, algo que mudaria definitivamente seus dias na ilha.

Mas, poucos minutos depois desse acontecimento, um grupo de pessoas surgiu atrás de um arbusto e começou a jogar tomates em sua direção, apontando o dedo indicador enquanto vaiavam o homem. Chegaram diversas cartas, escritas em letras irritadas, que demonstravam indignação na própria grafia. Houve ainda multas por plágio e punições por quebra de patente. Fora o balde de água jogado imediatamente na fogueira, seguido por pisões impetuosos sobre os pequenos troncos de madeira aos gritos de "paga-pau!" e "copião!".


Aparentemente, alguém havia descoberto o fogo antes dele.

domingo, 13 de outubro de 2013

Paralelismo Gastrônomico

-Amor, o que você acha de dividir esse peixe ao molho pesto?

-Achei que você não gostasse de manjericão.

-Não amor, eu gosto. O que eu não gosto é violência urbana.

-Verdade.

domingo, 29 de setembro de 2013

"Hoje eu olho pra trás e vejo que tomei a decisão correta"

Diriam o cara que tomou o caminho da direita e o cara que tomou o da esquerda, se algum dia se encontrassem.